sábado, 6 de outubro de 2007

Modernidade e Pós-modernidade - Parte 1- Noções


Parte I – Noções

Tecer os comentários que explicam esse novo de tema de hoje, onde retornamos ao nosso livro gênese do mestre Adolfo Sánches , é como nortear ou esclarecer como uma prática humana vem interferindo em nossa vida e sobre a qual diversos filósofos dos séculos pretéritos e contemporâneos se esmeram em traçar um raio x da atividade humana onde filosofia, economia e cultura estão intrinsecaMENTE ligados pelo condão da razão humana .
Assim falaremos nessa parte de hoje um tema pelo qual vamos dividir em 3 partes que são : Noções , A crítica dos filósofos e a conclusão onde chamaremos de Negação e Afirmação das teses .
Dessa forma cumprindo nosso propósito vamos começar falando sobre a Modernidade .
E por modernidade nossos olhares devem estar voltados para o processo histórico de como desde o iluminismo burguês, exemplo de emancipação humana iniciada com a revolução francesa, até o desenvolvimento com a revolução industrial vão criar os mecanismos que consubstanciam as premissas da modernidade . Sim, mas o que vem a ser modernidade?
Modernidade é a sociedade dinâmica que no ceio de sua emancipação progressiva se apresenta junto à atividade humana de viver com o desenvolver orientado para o futuro , é a chamada “sociedade que não conhece limites ou detenças” como ensina o mestre Adolfo Sánches . Constitui dessa forma a modernidade por características próprias que são ainda segundo o mestre Sánches: a) Emancipação humana ; b) O culto à razão – que será a forma pelo qual o desenvolvimento será alicerçado para que se domine tanto a natureza como os outros homens ; c) Caráter progressivo, ou seja, o novo em substituição do velho ou o passado em substituição do presente e do futuro depois .
Quanto a Pós-modernidade faz-se necessário também trazer os conceitos da modernidade porque a pós virá como superação daquilo que é ou foi o moderno . É no sepultamento do moderno que renasce o pós-moderno .Ainda assim cumpre salientar que o prefixo pós não indica no campo da filosofia tão somente algo que serve para ilustrar o que vem depois . Não . O prefixo pós serve para dizer que esta pós-modernidade indica a inclusão da modernidade , por isso a idéia de modernidade não deve ser por nós desprezada sem se fazer uma relação entre os temas .
Mas discursando mais sobre o tema vamos dizer a vós que pós-moderno consiste na mudança radical sobre as premissas que dão base a modernidade . E as mudanças se apresentam segundos filósofos em mudanças onde o agora é a informatização , é a expansão da economia que não tem barreiras para sua afirmação é a dita economia que não tem obstáculos da natureza, do inconsciente , do terceiro mundo e até mesmo da cultura formada ao longo dos anos que impede para a lógica de mercado uma universalização homogenia dos consumidores . O pós-moderno é a legitimação do poder em detrimento a legitimação do saber .

Dessa forma damos encerrada essa primeira parte , visto que a título de noções o tema foi fiel ao exposto . Pois a compreensão completa do tema necessita das 3 partes

sábado, 29 de setembro de 2007

Tobias Barreto homenageia o povo Paraibano .


Aos oficiais da guarnição da Paraíba (Improviso)

“No coração desta gente
O bravo sufoca o ai;
Que ferros!... O cedro ingente
De um golpe derreia e cai.
– “Ceda a república insana:
Se enfim não se desengana,
Espada pernambucana,
Desembainha-te e vai!

Vai tu que não geras fracos,
Cidade que abres-te aos sóis;
Cornélia, mãe de cem Gracos,
Viúva de oitenta heróis.
Quem há que o colo te dobre?
Terrível, sincera, nobre,
Limpaste as faces de cobre
Das batalhas nos crisóis.”

É uma canção magoada
Que a Pernambuco votei;
Quando a luz da sua espada
Em prol da pátria invoquei.
Ela hasteou a bandeira...
Perante sua fileira
O Paraguai não sorri;
E o grande leão do Norte
Vem tornar ainda mais forte,
Mais leões – ei-los aqui!

Vão levantar-se altos feitos
Que esta idade inda não viu;
E o palpitar destes peitos
O Paraguai já sentiu,
Ele fita os horizontes;
Se debruça sobre os montes,
Escuta um murmúrio além...
E ouvindo enormes rugidos,
Exclama: – ‘Stamos perdidos!
São os do Norte que vêm!...



*Fala-se em improviso por que a formação dessa poesia se deu quando a guarnição da Paraíba estava de passagem por Pernambuco . Ainda nessa época Tobias Barreto era estudante de Direito e aproveitando o momento em que a guarnição passava, atirou com sua arma as letras que formaram a poesia .

*Tobias Barreto - Sergipano (1839-1889)
*Livro Dias e Noites